Após termos pousado o Coração Real, continuámos o passeio pelo jardim circundante à Piscina de Monchique e aproveitando para procurar um lugar digno de mais um PingAmor. Eu sabia que existiam por ali mais estátuas e lugares bonitos, mas deixei que mãe e filha saíssem em busca de um lugar selecionado por elas.
Ao longe avistou-se, no alto de um terreno relvado, mais uma estátua de bronze: um trabalhador com um martelo na mão. Foi aqui mesmo que a minha amiga Dina (a mãe) decidiu colocar o "seu" PingAmor. Eu, apenas fiquei a fazer a reportagem e como tal tirei as fotos da praxe do nosso Coração Pierrot e das minhas cúmplices que fizeram questão de posar junto ao PingAmor.
Lembrei-me que precisava de saber as horas e perguntei-lhes, mas nenhuma de nós tinha forma de as saber. Contudo, depressa o relógio da igreja me respondeu fazendo com que o sino batesse 12 badaladas: era exatamente meio-dia.*
O Coração Pierrot ali ficou preso nas mãos do trabalhador à espera da sua Columbina.
A paz do coração é o paraíso dos homens
Platão
*(Por dedução, calculámos que o PingAmor anterior teria sido colocado 10 minutos antes, aproximadamente)




