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11 de dezembro de 2012

Pingos Alverca - para a Anita e para quem o apanhar!


Hoje, resolvi voltar ao parque que tão bem me acolheu em Alverca na semana passada. :) Incentivada pela Anita, que escreveu um comentário no outro post, resolvi levar dois pingos: um para ela e outro para quem o apanhasse! Cheguei ao parque e fiquei logo de pé atrás... os rapazes (provavelmente os que vi no outro dia no local do pingo quando me vinha embora) lá estavam, em bando, a conversar e ouvir umas músicas... desta vez, longe dos bancos, para meu agrado. No parque infantil, brincavam duas crianças, vigiadas por uma mãe e uma avó. Sentei-me num dos bancos e aguardei... muito pouco tempo depois, os rapazes resolveram ir embora. Eu esperando que as crianças e respectivos familiares fizessem o mesmo, peguei no meu mais recente livro "Coragem - a alegria de viver perigosamente". Apenas duas páginas depois, aparece o pai do menino mais novo, para quem ele se dirige. Levava com ele a bola do outro menino, ao que o pai lhe ordenou "Dá a bola ao menino", "Não", "Vá, dá lá que a bola não é tua" e o outro menino (mais velho) disse-lhe amigavelmente "Chuta para mim que eu depois chuto para ti" e ele assim fez, mas logo de seguida se voltou a apoderar da bola, ao que o pai lha tirou das mãos e a devolveu ao seu dono (com o protesto do filho à mistura...). Foram então embora: pai, mãe e filho. O outro menino e a sua avó seguiram-se-lhes minutos depois.

Tinha finalmente o parque só para mim! :D Larguei o primeiro pingo junto a mim no banco (às 16h) e comecei a dobrar o que se destinaria à Anita. Terminado o pingo e devidamente protegido em plástico para que não se molhasse em alguma eventualidade, chegara a hora H: procurar um esconderijo para ele! Lá dei umas quantas voltas ao parque e encontrei o local perfeito (às 16h15): atrás dos caixilhos da grade de uma janela. Aí estaria protegido de olhares mais atentos e de alguém que o visse da parte de dentro da janela, uma vez que é fechada, com aqueles blocos de vidro grossos. A minha missão tinha chegado ao fim. Mas não é tudo, não senhora! O melhor ainda estava para vir!
Resolvi permanecer no parque, pois é agradável. Tirei mais umas fotos por ali e depois, voltei à minha amiga mesa e sentei-me novamente. Nesse preciso momento, apareceram mais dois meninos (possivelmente irmãos) com a sua avó e começaram a andar nos baloiços. Foi delicioso vê-los brincar... primeiro, sentaram-se e começaram a rodar sobre si próprios até deixarem de fazer resistência e serem rodados pelo próprio baloiço. "Uiiiiiiii..." diziam eles, inclinados para trás quase deitados... e voltavam a repetir, alegres, risonhos... numa cumplicidade de amigos... :) a seguir, uma brincadeira diferente: balançar de lado, para tentarem dar encontrões um ao outro. Desta vez, gargalhadas sonoras, de expectativa para perceber se acertavam ou eram acertados um pelo outro. Só mesmo vendo e sentindo... delicioso...

A seguir, ainda inebriada por esta descontracção, vejo duas adolescentes dirigirem-se precisamente ao banco onde tinha deixado o meu pingo! (sim, porque eu estava no outro e de costas, ainda por cima!). O meu coração começou a galopar! "Oh meu Deus! Elas estão mesmo ali!", mas logo de seguida acalmei um pouco pois uma delas sentou-se mesmo ao lado dele e nem reparou. Fiquei na expectativa... não deveria demorar muito tempo... eu bem tentava ler o meu livro, para descontrair enquanto nada acontecia, mas nem pensar! O suspense era mais forte. De repente, ouço uma delas dizer, com um sorriso na boca "Dá-me isso! Fui eu que encontrei!" e percebi. Já o viram (às 17h)! :D Aí então, os meus ouvidos cresceram, exponencialmente para tentar ouvir cada palavra... "Dá cá isso, fui eu que o encontrei! Cuidado, não o estragues!..." entre outras coisas... como um "Uhhhh..." mesmo à menina adolescente referindo-se a algo relacionado com namorados... depois da disputa, aquela que o avistou primeiro começou a lê-lo. Eu sorria, feliz por estar de costas e poder presenciar tudo sem me denunciar com o olhar ou o sorriso pois estava fora do seu alcance. Ela estava mesmo feliz! Notava-se na sua voz a alegria de ter encontrado algo diferente e especial que agora seria seu e de mais ninguém, pois tinha sido ela a vê-lo primeiro! "Vou guardá-lo" disse. E logo a amiga respondeu: "Vais guardar isso?" "Claro que vou! Ainda bem que fui eu que o vi, porque se tivesses sido tu, deitava-lo para o lixo!" e eu pensei "Ainda bem mesmo! Já vi que ficou muito bem entregue!" :D Minutos depois, ela ligou a alguém e leu-lhe o que tinha encontrado, entusiasmada. Disse ainda "Pensava que era de um admirador!" e pelo que leu, fiquei também a saber que lhe tinha calhado o texto do José Luís Peixoto. Fico satisfeita, pois se tem sensibilidade para apreciar os nossos pingos, também tem para sentir aquelas palavras... :) Logo de seguida, liga a minha mãe: já podemos ir para casa. E eu penso neste momento (agora), que sorte que tive por o telemóvel não ter tocado mais cedo... essa "coincidência" deixa-me tão feliz que me comovo... :) Fui então ao encontro da minha mãe, tendo no entanto tido ainda a oportunidade de olhar para as jovens que me seguiram e foram também embora. São elas que estão na foto do canto superior direito.

E assim foi a minha aventura de hoje! Rica, como todas as outras têm sido... Que posso dizer senão que a minha vida está mais luminosa por todas estas histórias que presencio e vivo quando pingo corações por aí? É indescritível esta sensação...

Obrigada a todos por me lerem... :)

Um beijinho grande! <3


Quando nos permitimos sentir e oferecer Amor, coisas extraordinárias acontecem.


                                                        Ana Conchinha
Explicação da Eternidade

devagar o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram
eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

                                            José Luis Peixoto, em "A Casa, a Escuridão"

10 de dezembro de 2012

Pingo Alverca


Na passada terça-feira, dia 4, às 15h30, larguei um pingo num parque, zona de convívio envolvida por prédios, em Alverca do Ribatejo. Devo dizer que saí de casa a pensar largá-lo nesta cidade, mas sem saber bem onde. Assim que deixei a minha mãe no local onde ela precisava de ir, resolvi então partir à descoberta. Nesse momento, era envolvida por música ambiente natalícia e intercalada por publicidade (pois claro!). Entre outras, ouvi a tão famosa e bonita "Last Christmas" dos Wham e sorri :) Ao chegar a meio da rua, vejo uma entrada para este local e resolvi entrar para ver melhor. Não poderia deixar de pingar ali, pois o local era perfeito. Dei uma volta ou duas ao local e a determinada altura vi um casal entrar pelo mesmo acesso que eu, mas que permaneceu na esquina, abraçando-se e beijando-se numa cumplicidade que que sentia ao longe. Queria fotografá-los, mas estava relativamente perto e não queria ser motivo de perturbação deste momento íntimo entre os dois, portanto esperei e consegui captá-los ainda a regressar ao mundo lá fora de mãos dadas.

Logo de seguida, reparei num senhor de idade que atirava milho aos pombos. Logo quis fotografá-los no ar e momentos depois, regressei por instantes à infância... àqueles dias de inverno em que ia com a minha mãe à Praça da Figueira comprar roupa bonita e de boa qualidade para usar no dia de Natal. E era certo, encontrar sempre uma senhora ou outra junto à estátua de D. João I a vender saquinhos de milho para as crianças atirarem aos pombos :) Lembro-me tão bem e com tanta saudade... eu gostava de o fazer de duas maneiras: atirando ao chão ou (a minha preferida) estender-lhes a mão cheia para que viessem comer directamente da minha mão. Adorava sentir-me depenicada. Ao contrário do que aqueles que nunca experimentaram esta sensação, não é doloroso (eles têm uma forma gentil de o fazer suficientemente inócua e agradável até). É-me tão agradável essa memória e essa sensação que há uns anos tentei fazer o mesmo com umas galinhas minhas, mas elas não são pombos, portanto são bem mais agressivas e competitivas! E foi o que tentei então voltar a fazer. Depois de o senhor passar uma segunda vez e deitar o resto do milho que tinha no saco, apanhei alguns grãos (com o olhar curioso e talvez preocupado do senhor sobre mim) e estendi-lhes a minha mão. Mas estes pombos não eram os simpáticos e destemidos da Praça da Figueira. Depois de comerem tudo o que havia há volta, houve um apenas que se aventurou um pouco e chegou bem perto de mim, mas nada de comer da minha mão, apesar das várias investidas inseguras. :)

Depois de voltar à infância, tirei mais umas fotos ao espaço e resolvi colocar o pingo num dos bancos, confirmando sempre que não estava a ser vista por ninguém. Apesar de querer continuar neste espaço, tive que regressar para junto da minha mãe pois fiquei sem bateria no telemóvel e ela não teria forma de me contactar para que a fosse buscar. Mais tarde, às 16h20, voltei a passar por lá e resolvi espreitar para ver se havia novidades. Como podem ver (mal) na imagem do canto inferior direito, estava um grupo maioritariamente masculino na zona dos bancos. Eles ainda olharam para mim, enquanto tentava tirar a foto. É bem provável que tenham ficado com o coraçãozinho verde... ;)

O texto que o acompanhava era o seguinte:

"Os melhores relacionamentos acontecem com pessoas que entram na tua vida por acaso e que permanecem intencionalmente."
                                                                                                                                  Anónimo

9 de outubro de 2012

blogs, foruns e amizades

Como já tinha visto usarem os correios como mensageiros dos pinga-amores, decidi fazer o mesmo.
Há uns anos, através de blogs e de um forum dedicados a mamãs,  travei conhecimento com pessoas que em breve se tornaram amigas.
Já tive o prazer de conhecer algumas delas pessoalmente, e amizade transpôs a barreira da distância e do computador.
Outras ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas estão sempre lá para me dar uma palavra amiga.
Decidi presenteá-las com um sorriso..... só porque sim.
Junto enviei esta carta, para dar a conhecer o projecto.


Os pinguinhos dentro dos saquinhos:



E já dentro dos envelopes, prontos para seguir caminho.


E os corações enviados são estes:







Espero que gostem da surpresa!!!