A história deste “coração PingAmor” está ligada a outros 2
“corações PingAmor”.
Eu, que sou “menina” de livros, diria que, numa obra
literária, poderia ser uma trilogia J
Uma trilogia cujo título comum seria, por exemplo: ”PingAmor na praia da
Torralta”. Depois, os 3 volumes seriam:
1º vol. : “Coração Fénix”
2º vol. : “Coração Rui Miguel”
3º vol. : “Coração Maravilhoso”
O 1º e 2º vols já têm a sua história escrita; só falta este,
o 3º vol.
A história deste “coração PingAmor” é um pouco diferente;
ele não foi deixado por mim para que alguém o encontrasse. Na sequência da
história do “Coração Fénix” (ler
comentários, quem estiver interessado), surgiu o “Coração Rui Miguel” que
foi destinado a alguém com o mesmo nome, a partir de um pequeno desafio de uma
“Caça ao Tesouro”. Nesse “tesouro” decidi juntar outro “coração”, sem nome nem
mensagem, para que o “caçador” em questão pudesse fazer dele o que bem lhe
apetecesse. Sugerindo, no entanto, que lhe juntasse uma pequena mensagem (seguindo as regras do projeto) e o
“deixasse por aí”, tirando algumas fotos que eu colocaria aqui - no blogue do
projeto “PingAmor por aí”. Isto para que também pudesse sentir um pouco da
adrenalina e do objetivo deste projeto: dar-se um pouco de carinho só porque
sim, sem nada esperar de volta.

Mas, na realidade, o “caçador” do meu tesouro, soube aceitar
este meu desafio com um bom sentido de humor e, dando a volta à história,
tornou-me a mim “caçadora” de um novo “tesouro” deixado escondido no mesmo
local, por ele.
Tentei surpreender e fui surpreendida… MUITO SURPREENDIDA!
(De salientar que este
“tesouro”, deixado por R. M., foi colocado em plena praia, à vista de muita
gente, enterrado na areia e por lá ficou durante uma noite de chuva, até eu o
“caçar” no outro dia de manhã J).
Não tenho o à vontade de deixar assim os PingAmor à vista de
toda a gente, fico sempre a olhar para todos os lados, um pouco aflita. Ora,
para ir à “caça do tesouro” também não foi muito fácil. Fui cedo e não se via
ninguém por perto. Chovia. Dei uma corrida… desci a escada de madeira… procurei
o local assinalado… enterrei a mão na areia e tirei de lá um saco de plástico,
hermético, com um envelope dentro. Depois, mal olhando para o que tinha na mão,
corri de novo para o carro e, só aí, abri o “tesouro”.
SURPRESA!!! SURPRESA MESMO!!!!
O pequeno coração que acompanhava o “Coração Rui Miguel”,
tinha ganho um nome: “Coração Maravilhoso” e voltava para mim. Junto com ele,
vinha também um pequeno postal com o nome: “Coração
Maravilhoso” (inconscientemente, o
nome deste coração, fez com que trauteasse na minha cabeça uma canção de um
conhecido cantor português).
Restava
ainda algo no envelope de papel da FNAC… tirei… abri… … … e fiquei de boca
aberta!
Se estivesse uma câmara escondida no meu carro, teria
filmado as 1001 caras que eu devo ter feito, de tanto espanto.
Voltei a colocar tudo no respetivo envelope e saco de
plástico e fui para a aula de hidroginástica.
Calculo que o meu rosto transparecesse tudo e que estivesse
com um sorriso estampado, pois cada pessoa que por mim passava sorria-me e
cumprimentava-me com simpatia (mesmo sem me conhecer).
Estava sem palavras! Extasiada! Precisava de dizer ao meu “amigo
secreto” que já tinha o “tesouro” na mão, para que ele ficasse descansado, e
nem sabia como o fazer.
A meio da tarde lá lhe escrevi meia dúzia de palavras mas
descoordenadas e sem muito nexo. Apenas dando conta que já tinha ido à “caça” e
agradecendo. Estava (e estou), de
facto, muito grata e gostei da surpresa, de toda a surpresa em si.
Não vou mencionar o que estava dentro do envelope. Não que
tenha mal algum, nem qualquer tipo de leviandade; pelo contrário, foi algo de
uma enorme criatividade e muito dentro do contexto. Aliás, o nome do coração já
é uma pista J
Este meu “tesouro” tem uma data: 2 de dezembro de 2017. Não
sei se vou conseguir realizá-lo, uma vez que terei de deslocar-me 300 km e
também não posso prever o que me acontecerá até lá. Na certeza porém, que irei
fazer todos os possíveis e impossíveis para o realizar pois assim me dita a
minha consciência.
De salientar que eu e o meu “amigo secreto” somos
completamente anónimos um para o outro e em todo este processo fantástico não
houve NUNCA uma sequer palavra ou gesto de desrespeito. Por isso mesmo este
Alguém, que para mim não tem idade, nem estatuto social, nem raça, nem rosto…
merece todo o meu respeito e carinho porque foi assim que também me tratou.
Bom, chega ao fim esta trilogia à laia da Nora Roberts. Se
bem que não seja uma trilogia de romances de amor como as dela; longe disso J
A alguém que se dê ao trabalho de ler esta “aventura”, eu
peço que não dê má interpretação. Tudo é somente como está aqui narrado, apenas
um gesto simples e bonito, bem ao estilo deste blogue: dar só porque sim, sem
esperar nada em troca.
E a ti, “meu amigo secreto”, mais uma vez (das tantas vezes
que já o fiz) OBRIGADA! OBRIGADA POR TUDO, SOBRETUDO PELO RESPEITO!
CONCLUSÃO: Toda esta história começou porque eu quis que o "meu amigo" ficasse com um "coração" para recordação, uma vez que não tinha guardado o que encontrou (Coração Fénix) e... ... ... afinal... ... ... acabou na mesma por ficar sem nenhum :-)