8 de dezembro de 2012

Coração de Sonho

16:03, no parque municipal Quinta das Pratas, no Cartaxo, fui visitar um jardim que me agrada imenso. Nele, está uma árvore centenária e muito pouco comum, tendo já sido alvo de estudo por parte de botânicos estrangeiros.

Trata-se de uma planta da espécie do alecrim, só que esta cresceu, cresceu, cresceu ao longo de mais de um século e hoje tem o tamanho de uma árvore bem grande. Podem vê-la na foto por baixo do logótipo do Museu Rural e do Vinho, que ali se situa ao lado.

Como o Sol já se deitava no horizonte e dentro em breve poucas ou nenhumas pessoas iriam visitar o jardim com o frio que se instalava, resolvi não deixar o Pingo naquela árvore centenária, mas sim à entrada do mesmo, pois ainda havia pais e filhos a brincar no parque infantil.

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
António Gedeão

Será o sonho uma constante da vida de quem encontrar este Pinga Amor por aí?

4 comentários:

  1. Pedro, esse poema de António Gedeão é lindo :0)
    http://www.youtube.com/watch?v=kGvY4tqcgUQ

    Quando deixas um Pingo no Museu?
    Que Pingo lindo.
    Beijinhos
    <3

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    Respostas
    1. O museu está fechado, e só abre quando tem clientes, sendo que temos sempre uma guia perto de nós. Só com outra pessoa e ela a distrair, senão não consigo pingar lá sem que ela vez... Ehehheheh :-D

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  2. Adoro esse poema! Em tempos fiz uma peça de teatro e era esse tema musicado que dava a minha entrada Velhos tempos!
    Adorei o pingo o papel é lindo!

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  3. O poema é giro, o coração bonito e as fotos muito boas!

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