29 de janeiro de 2013

Coração BN


Ontem passei pela Biblioteca Nacional e não resisti em deixar um coração (ás 11h00) num lugar cheio de história e muitos muitos livros, mas não só! É um lugar onde se recolhe e trata o nosso património documental, um lugar cheio de cultura e história que devemos preservar.



O Alvará régio de 29 de Fevereiro de 1796 fundou a Real Biblioteca Pública da Corte, a mais antiga antecessora formal da BNP. A primitiva instituição recebeu, como núcleo original, a Biblioteca da Real Mesa Censória, criada em 1768. 
Com a vitória dos liberais e a extinção das ordens religiosas (1834), a Instituição foi transformada em Biblioteca Nacional de Lisboa, incorporando no seu acervo, por determinação oficial, a totalidade ou parcelas das livrarias de numerosos mosteiros e conventos. O afluxo de grandes colecções tornou imprescindível a sua transferência para um local mais espaçoso, tendo a escolha recaído no Convento de S. Francisco.
Durante os mais de 130 anos em que funcionou no Chiado, a BNL conheceu épocas de modernização e enriquecimento, bem como períodos sombrios e letárgicos. Devem salientar-se os esforços desenvolvidos no século XIX para absorver as colecções dos extintos estabelecimentos religiosos, organizar exposições bibliográficas e publicar catálogos de diversas colecções.
Na sequência da proclamação da República (1910) ocorreu um novo surto de incorporação de livrarias de congregações religiosas extintas. No período de 1920-1926, a Instituição conheceu uma fase de grande actualização biblioteconómica e de florescimento cultural promovido pelo chamado «Grupo da Biblioteca». 

O crescimento das colecções e a necessidade de condições de conservação adequadas ao rico espólio à sua guarda tornaram imperiosa a construção de um edifício de raiz destinado a instalar condignamente a maior colecção bibliográfica portuguesa. Com projecto do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, as obras iniciaram-se em 1958, tendo a transferência para o edifício do Campo Grande ocorrido em 1969.

No início do presente século, a Instituição acompanhou a tendência internacional para a digitalização de fundos, tendo criado a Biblioteca Nacional Digital (BND) que se encontra em permanente crescimento e em articulação com instituições europeias.
Com mais de 200 anos, a BNP iniciou, em 2007, um processo de reestruturação que visa contribuir para o enriquecimento e divulgação do património bibliográfico nacional, bem como para modernizar, racionalizar e incrementar o seu funcionamento com vista a servir o público, a comunidade profissional, e os editores e livreiros.

 Beijos Pingamorescos

4 comentários:

  1. Bonito coração de origami e bom local para se Pingar, "cheio" de cultura e história.
    Beijinhos
    <3

    ResponderEliminar
  2. Gosto imenso de entrar em Bibliotecas e perder-me por lá, curiosamente nunca entrei nessa
    e já estive á porta, pode ser que um dia destes aconteça.
    Gostei do pingo:-)

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Há já uns anitos que não entro na biblioteca nacional, mais propriamente desde 1999 quando fui fazer uma formação de Porbase.
    Abraçar o Tempo, esta biblioteca não é uma biblioteca convencional, os livros não estão todos de fácil e livre acesso.
    Beijocas

    ResponderEliminar
  4. Que ideia boa essa de deixar mimos espalhados por aí! Adorei adorei!! Acho que vou fazer alguma coisa do tipo por aqui! =P
    Bjooooos

    ResponderEliminar

Quer partilhar o seu coração connosco? Nós agradecemos os seus Pingos de Amor por aí em forma de palavras...